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SCUTS

A partir de Outubro, as auto-estradas sem custos para o utilizador mudam de nome.

Caiem mais críticas do que chuva. O período de crise em que vivemos é propício para demagogias deste género. Já dizia, e com toda a razão, Descartes: “O senso comum não é genericamente bem distribuído” .

Carlos Barbosa, presidente da ACP, os autarcas de Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Maia, Espinho, Viana do Castelo, apesar de serem do PS e PSD, criticam as medida. A Comissão de Utentes contra as Portagens vai pelo mesmo caminho. Do lado político, nada surpreendente, com os partidos a prenderem-se às ideologias e a não cairem na demagogia, algo raro em Portugal. O CDS-PP aceita, o Bloco de Esquerda está preocupado com a falta de alternativas, e o PCP “apela à mobilização”.

Bem vistas as coisas, seja para “tapar os buracos da Estradas de Portugal” ou para pagar os RSI, faz todo o sentido deixar de haver SCUTS. É mais justo pagar quem lá passa, do que pagarem 11 milhões de portugueses, incluindo quem apenas viaja de bicicleta ou segway.
Era este tipo de pensamento que devia ter a sociedade portuguesa. Para além disso, todo a zona do Algarve terá isenção até 2012. No resto do país, moradores e empresas têm 15% de desconto e “isenções nas primeiras 10 utilizações mensais”, também até 2012. Contudo, este mecanismo de isenções e descontos traduzem-se na “quebra de 40% nas receitas”.

Não venham cá dizer que aumenta a desigualdade social, porque a desigualdade social não vem de medidas para auto-estradas. Vem de IVA, IRC, RSI, rendas de habitação, etc.

Fonte: Agência Financeira

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