Irão

Cada vez mais, os destinos de férias mais apetecíveis começam a ser os mais exóticos: quanto mais melhor.
Viajar para as capitais da Europa Ocidental e do Sul está, definitivamente, fora de moda. Teerão pode não ser o destino mais comum para umas férias em família, mas tráz consigo um  culture shock absolutamente delicioso.
Conhecer novas culturas, completamente diferente da ocidental, passou a ser o objectivo de muitas viajens. Na verdade, esse devia ser sempre o objectivo de uma viagem.
Uma viagem só vale a pena quando se aprende algo, quando se conhece alguém, quando se anda fora das zonas turísticas, quando se come refieições locais, quando há choque cultural.
Uma das maiores preocupações dos viajantes, é não se perderem. Pois bem, é preciso perdermo-nos para conhecermos uma cidade. Pessoalmente, nunca gostei de me sentir um turista.

Estabelecido como nação em 540 D.C. por Cirus o Grande, é uma das nações mais antigas do mundo, ainda em existência. A China só foi formada cerca de 300 anos depois.
A arquitectura iraniana é largamente influenciada pela cultura islâmica, mas antes disso, ainda o território tinha o nome de Pérsia – um dos maiores impérios do mundo, por sinal -, já havia belíssimas estruturas arquitectónicas pré-islâmicas. Algumas das quais têm mais de 7000 anos.
O cliché atribuído, inconscientemente, à cultura islâmica, muito por culpa dos media, é a de um território constantemente em guerra, sem nada digno de visitar, excepto Jerusalém, Petra, e a Rota da Seda. Como se pode ver, não é bem assim.

 

Passada a arquitectura antiga, fiquei ainda mais assombrado com a moderna, diga-se, sob influência islâmica. Apresenta-se como um estilo riquíssimo em contrastes de cores e materiais.

Dividida em  quatro estilos, Khorasani, Razi, Azari e Isfahani, a arquitectura no Irão assenta soretudo em barro e lama seca, no início. No período islâmico, nota-se já abundância de ouro, pedras preciosas e azulejos pintados. Normalmente, respeita uma simetria simbólica, não variando muito das formas puras, circulares e quadradas.
Denota-se uma profusão respeitável de portais altos arqueados e colunas persas.

Muitos dos edíficios mais belos da arquitectura pós-islâmica foram construídos entre os séculos XV e XVII, desde mausoléus, mosteiros, bazares, pontes e praças. Por falar em praças, no Irão está uma das maiores praças do mundo, a Praça Naghsh-i Jahan (em baixo).A arquitectura iraniana foi tão difundida pelo mundo, e adquiriu tamanha importância à época, que muitos arquitectos iranianos erigiram obras em territórios estrangeiros, como é o caso do Taj Mahal, na Índia.

File:Naghshe Jahan Square Isfahan modified.jpg

 

 

Fonte: Live Journal

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